Um novo guia nacional alterou o protocolo de rastreamento do câncer de colo do útero, substituindo gradualmente o exame Papanicolau pelo teste de DNA-HPV como principal método de prevenção. A mudança foi anunciada em janeiro de 2026 e passa a orientar o atendimento na cidade de São Paulo, com impacto em todas as zonas da capital Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro.
A atualização representa uma mudança importante na rotina de prevenção adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O teste de DNA-HPV identifica diretamente a presença do vírus HPV, principal causador do câncer de colo do útero, enquanto o Papanicolau detecta alterações celulares que podem surgir após a infecção. Com isso, o novo protocolo busca diagnóstico mais precoce, maior precisão e redução de exames desnecessários.
Na prática, a mudança afeta mulheres dentro da faixa etária indicada para o rastreamento, especialmente aquelas que realizam exames periódicos nas unidades básicas de saúde. O novo guia estabelece que o teste de DNA-HPV seja feito em intervalos maiores quando o resultado for negativo, o que pode reduzir a necessidade de exames frequentes sem comprometer a segurança.
Para o morador de São Paulo, a medida tem impacto direto na organização do atendimento nas UBSs distribuídas por todas as regiões da cidade. A expectativa é que o novo modelo ajude a otimizar o fluxo de pacientes, concentrar esforços em casos de maior risco e ampliar a capacidade de prevenção, especialmente em áreas com maior demanda por serviços de saúde.
O câncer de colo do útero é uma doença evitável quando diagnosticada precocemente. A infecção pelo HPV é comum, mas apenas uma pequena parcela evolui para câncer. Por isso, identificar o vírus antes do surgimento de lesões é considerado um avanço no cuidado preventivo. O novo protocolo também contribui para reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico, ao padronizar o método em todo o país.
A transição entre os exames não ocorre de forma imediata para todas as pacientes. O Papanicolau continua sendo utilizado em situações específicas, conforme avaliação clínica, histórico da paciente e disponibilidade do novo teste. As unidades de saúde devem orientar as mulheres sobre quando realizar cada exame e como funcionará a adaptação ao novo modelo.
Especialistas em saúde pública avaliam que a mudança aproxima o Brasil de práticas já adotadas em outros países e pode reduzir a incidência e a mortalidade pelo câncer de colo do útero ao longo do tempo. Em São Paulo, onde há grande volume de atendimentos, a implementação exige treinamento de equipes, ajustes logísticos e comunicação clara com a população.
A recomendação é que as mulheres procurem a unidade básica de saúde de referência para esclarecer dúvidas, verificar se estão dentro da faixa etária indicada e manter o acompanhamento preventivo regular.

