A venda de bebidas destiladas foi proibida na Bahia após a confirmação de casos de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica e proibida para consumo humano. A medida foi adotada no início de janeiro de 2026 como ação emergencial para conter novos casos de envenenamento, proteger a população e permitir o avanço das investigações sanitárias.
A decisão ocorre após registros de pessoas que apresentaram sintomas graves de intoxicação, associados ao consumo de destilados adulterados. O metanol, quando ingerido, pode causar cegueira, danos neurológicos severos e morte, mesmo em pequenas quantidades, o que elevou o nível de alerta das autoridades de saúde.
A proibição atinge a comercialização de destilados em estabelecimentos formais e informais, incluindo bares, mercados, distribuidoras e pontos de venda clandestinos. A fiscalização foi intensificada para retirar produtos suspeitos de circulação e identificar a origem das bebidas contaminadas.
Para a população baiana, o impacto é direto e imediato. O consumo de bebidas alcoólicas de procedência desconhecida passa a representar risco elevado, especialmente em períodos de maior circulação social, como feriados e festas. As autoridades orientam que nenhuma bebida destilada sem procedência comprovada seja consumida, mesmo que o rótulo aparente regularidade.
A intoxicação por metanol costuma apresentar sintomas iniciais semelhantes aos de uma embriaguez comum, mas evolui rapidamente para quadros graves. Dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, visão turva, confusão mental e dificuldade respiratória são sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato. O tratamento precoce é fundamental para reduzir sequelas e risco de morte.
Além da proibição de venda, a ação inclui a coleta de amostras para análise laboratorial, rastreamento da cadeia de distribuição e aplicação de sanções administrativas aos responsáveis pela comercialização irregular. Estabelecimentos que descumprirem a determinação podem ser multados e interditados.
O episódio também reacende o debate sobre a produção e venda clandestina de bebidas alcoólicas no país. Produtos artesanais ou falsificados, quando feitos sem controle adequado, podem conter metanol em concentrações perigosas, colocando consumidores em risco sem que percebam.
As autoridades de saúde reforçam que a população deve adquirir bebidas apenas de marcas conhecidas, em estabelecimentos regularizados, e desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Em caso de suspeita de intoxicação, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e informar o consumo da bebida.
A proibição permanece válida enquanto as investigações e ações de fiscalização estiverem em andamento. Novas orientações devem ser divulgadas conforme o avanço da apuração e a avaliação do risco sanitário no estado.

