Pesca volta a ser permitida conforme regras federais; normas de tamanho mínimo e espécies ameaçadas continuam em vigor
O período de defeso da Piracema para as bacias do Paraná (IN IBAMA 25/2009) e do Atlântico Sudeste (IN IBAMA 195/2008) termina no próximo domingo, 1º de março de 2026. A temporada teve início em 1º de novembro de 2025.
A medida tem como objetivo proteger os peixes nativos, especialmente os migradores, durante o período de reprodução, possibilitando o recrutamento das populações e garantindo a continuidade da atividade pesqueira.
Regras após o término do defeso
Após 28 de fevereiro de 2026, a pesca com uso de redes de emalhar (método de espera) e demais apetrechos regularizados pelas normas federais poderá ser praticada por pescadores artesanais profissionais, inclusive com uso de embarcações.
Os pescadores amadores e esportivos também poderão utilizar embarcações, desde que empreguem apenas linha de mão e anzol, caniço, vara com molinete ou carretilha, respeitando a cota de captura de 10 kg mais um exemplar, conforme previsto na Instrução Normativa IN IBAMA nº 26/2009, além das áreas permitidas e proibidas.
Ambas as categorias devem observar o tamanho mínimo de captura indicado no anexo da IN IBAMA 26/2009.
Também permanece a proibição de captura de espécies constantes na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção (Lista Vermelha) federal (Portaria MMA nº 148/2022) e estadual (Decreto nº 63.853/2018). Algumas espécies, embora listadas, são reconhecidas como passíveis de exploração, como o pintado (Pseudoplatystoma corrucans), conforme Portaria MMA nº 355, de 27 de janeiro de 2023.
Avaliação técnica
Segundo a pesquisadora Paula Maria Gênova de Castro Campanha, do Instituto de Pesca, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o governo regula e aplica instrumentos para reduzir a pressão sobre os estoques pesqueiros e dar sustentabilidade às atividades.
“As medidas, até o momento adotadas, abrangem a limitação das frotas, a restrição de petrechos/equipamentos de pesca, tamanho mínimo de captura das espécies alvo e períodos de defeso. No entanto, vale aqui lembrar que os impactos gerados pelo barramento dos ambientes fluviais, aliados à poluição difusa (industrial, agrícola e doméstica), são os principais vetores do declínio das populações de peixes continentais”, afirma.
A pesquisadora atua em ações relacionadas ao defeso e à preservação das espécies nativas, incluindo palestras e oficinas para pescadores e participação no Grupo de Trabalho Centro-Sul de Bacias Hidrográficas (CPG-Centro Sul), promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pelo Ministério do Meio Ambiente.
Papel institucional
O Instituto de Pesca é vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e desenvolve pesquisas científicas e tecnológicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura.
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