MP do Paraná aponta aliciamento de jogadores das Séries A, B e C; atletas recusaram propostas
O Ministério Público do Paraná denunciou três pessoas por tentativa de manipulação de resultados em apostas esportivas, incluindo Igor Gutierrez Freitas, filho do ex-boxeador Acelino Popó Freitas. Segundo a denúncia, os investigados tentaram aliciar jogadores do Londrina e o atleta Reinaldo, do Mirassol, além de outros profissionais das Séries B e C do Campeonato Brasileiro. Todos recusaram as abordagens.
O que diz a denúncia
De acordo com o MP-PR, os suspeitos atuavam como empresários esportivos e utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para oferecer vantagens financeiras a jogadores, com o objetivo de forçar a aplicação de cartões amarelos durante partidas oficiais. Em um dos casos, teria sido oferecido pagamento de R$ 15 mil.
As investigações indicam que Igor Freitas foi o responsável pelo primeiro contato, feito via Instagram, apresentando-se como empresário com acesso a grandes empresas do mercado nacional e envolvido em projetos de patrocínio e parcerias.
Caso Reinaldo e jogadores do Londrina
A apuração teve início após informações da Polícia Federal sobre tentativas de aliciamento de atletas do Londrina antes de uma partida contra o Maringá, pela Série C de 2025. Posteriormente, o MP identificou a abordagem ao jogador Reinaldo, do Mirassol, que disputa a Série A.
Segundo a denúncia, Reinaldo recusou a proposta e respondeu à tentativa de aliciamento com a mensagem: “Irmão, obrigado. Não faço isso, já falei, irmão”, conforme print anexado ao processo.
Operação Derby
Em setembro, o MP-PR cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços na Bahia e em Santa Catarina, no âmbito da Operação Derby, conduzida pelo Gaeco de Londrina. O nome da operação faz referência ao “Clássico do Café”, disputado entre Londrina e Maringá.
Os denunciados respondem por associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo, com base nos artigos 198, 199 e 200 da Lei Geral do Esporte, que preveem penas de dois a seis anos de reclusão, além de multa.
Pedido de indenização
Além das penas criminais, o Ministério Público requer o pagamento de R$ 150 mil por dano moral coletivo, como forma de reparação ao prejuízo causado à integridade e à imprevisibilidade das competições esportivas.
Posição dos envolvidos
A defesa de Igor Gutierrez Freitas não respondeu aos contatos da imprensa até a última atualização desta reportagem. O Londrina Esporte Clube informou, em nota, que os atletasrecusaram a proposta ilícita e comunicaram imediatamente a diretoria, que acionou a Confederação Brasileira de Futebol.
A tentativas de contato irregular e ao debate sobre integridade esportiva e apostas.
O processo segue em tramitação no Judiciário do Paraná. O MP-PR informou que novas diligências podem ser realizadas conforme o andamento da ação penal.
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