A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, avança nos preparativos para sua aguardada oferta pública inicial de ações (IPO), que pode se concretizar ainda em 2026 e posicioná-la como o maior lançamento de capital aberto da história. Fontes próximas revelam que a companhia negocia com bancos de investimento para captar entre 25 e 30 bilhões de dólares, mirando valuation de 1,5 trilhão de dólares na Nasdaq ou NYSE. O movimento, acelerado pela expansão do Starlink, marca o fim de anos de relutância de Musk em abrir capital, priorizando até aqui o controle acionário privado.
Motivos para a decisão estratégica
Após sucessivas rodadas de funding privado que elevaram seu valor para 800 bilhões de dólares em dezembro de 2025, a SpaceX sinaliza maturidade financeira para o mercado público. O negócio de internet via satélite Starlink, responsável por dois terços das receitas projetadas em 22 a 24 bilhões de dólares para 2026, impulsiona o timing: o serviço já atende milhões de usuários em 60 países e planeja parcerias com operadoras móveis. Musk, que há anos adia o IPO até prever fluxos de caixa estáveis, confirmou conversas iniciais com underwriters para junho ou julho.
Cronograma e detalhes da oferta
Executivos da SpaceX, em carta aos acionistas de 12 de dezembro de 2025, indicaram que o IPO depende de condições de mercado, mas preparam terreno com venda secundária recente a 421 dólares por ação. Analistas de Wall Street, como Samuel Kerr da Mergermarket, classificam a operação como “a mais empolgante” do calendário global de IPOs, superando até a Aramco saudita de 2019, que debutou com 1,7 trilhão de dólares. Recursos visam financiar o Starship, data centers orbitais e missões à Lua e Marte, com foco em chips para IA espacial.
Desafios e riscos para investidores
Musk, que gerencia múltiplas empresas bilionárias como Tesla, enfrenta ceticismo sobre diluição de foco e volatilidade acionária. A dependência de contratos governamentais da Nasa e sucessos no reusável de foguetes adicionam incertezas, embora projeções de receitas crescentes sustentem otimismo. Investidores aguardam spin-off da Starlink, mas a estrutura integrada da SpaceX pode complicar separações.
Impactos no ecossistema aeroespacial
A listagem injetará liquidez inédita no setor espacial comercial, atraindo capital para rivais como Blue Origin e Rocket Lab. No Brasil, oportunidades indiretas surgem via parcerias com Alcântara e interesses em lançamentos locais. O valuation ambicioso reflete domínio em lançamentos (mais de 100 Falcon 9 em 2025) e expansão do Starlink para 5 mil satélites.
Perspectivas e o legado de Musk
Com Musk potencializando sua fortuna via ações livres, o IPO testa apetite por risco em tempos de juros altos. Executivos como Bret Johnsen veem na abertura “quantia significativa de capital” para execução impecável. Se concretizado, o evento reacenderá o “boom de IPOs” em Nova York, com OpenAI na fila. Para SpaceX, transcende finanças: simboliza transição do visionário privado ao player público, democratizando acesso ao cosmos.
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