Iniciativa estadual aposta em tecnologia, capacitação e inovação para melhorar a gestão pública em cidades da Região Metropolitana e do interior
O governo do Estado de São Paulo lançou o programa Smart Cities SP 360, iniciativa voltada à modernização da gestão pública em municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e de outras regiões do estado. O anúncio foi feito nesta semana e envolve a atuação do Governo de São Paulo, com foco em oferecer suporte técnico, capacitação e acesso a soluções tecnológicas para prefeituras.
O programa tem como objetivo apoiar administrações municipais no uso de tecnologia e inovação para tornar serviços públicos mais eficientes, integrados e orientados por dados. A proposta não se limita à capital paulista e alcança cidades da RMSP, como Guarulhos, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo e demais municípios interessados em adotar práticas de cidades inteligentes.
Como funciona o Smart Cities SP 360
O Smart Cities SP 360 foi estruturado como uma plataforma de apoio aos municípios. Entre os principais eixos estão o treinamento de gestores públicos, a orientação técnica especializada e a criação de um repositório de soluções públicas já testadas ou em implantação no estado.
Esse repositório reúne ferramentas e projetos voltados a áreas como mobilidade urbana, gestão de dados, planejamento urbano, iluminação pública, sustentabilidade, segurança, saúde e atendimento ao cidadão. A ideia é permitir que as prefeituras conheçam experiências bem-sucedidas e avaliem a adoção de soluções compatíveis com a realidade local.
Além disso, o programa prevê a padronização de conceitos e indicadores, o que facilita o planejamento e a tomada de decisões baseadas em dados, especialmente em cidades médias e pequenas da RMSP que enfrentam limitações técnicas e orçamentárias.
A iniciativa se insere em uma estratégia mais ampla do governo paulista de incentivar a transformação digital na administração pública. Com desafios comuns em toda a RMSP — como crescimento populacional, pressão sobre serviços públicos e mobilidade —, o uso de tecnologia passa a ser visto como ferramenta para melhorar a eficiência sem ampliar custos.
Ao centralizar orientações técnicas e soluções já existentes, o programa busca evitar que municípios desenvolvam projetos de forma isolada ou redundante. A expectativa é que a cooperação entre cidades permita ganhos de escala e acelere a modernização da gestão municipal em todo o estado.
Para o morador da Região Metropolitana de São Paulo, os efeitos do programa tendem a ser indiretos, mas relevantes. A adoção de soluções inteligentes pode resultar em serviços públicos mais ágeis, melhor uso de recursos, redução de falhas operacionais e maior transparência na gestão.
Na prática, isso pode significar melhorias em sistemas de transporte, atendimento digital ao cidadão, planejamento urbano mais eficiente e integração entre diferentes áreas da administração municipal, impactando a rotina de quem vive e circula pela RMSP.
O governo estadual informou que o programa estará disponível para adesão dos municípios interessados, que passarão por etapas de diagnóstico, capacitação e orientação técnica. Prefeituras da RMSP devem receber informações sobre prazos, critérios de participação e acesso à plataforma nos próximos meses.
A recomendação é que gestores municipais acompanhem os canais oficiais do governo estadual para adesão e detalhamento das soluções oferecidas, enquanto a população pode acompanhar, localmente, quais projetos passarão a ser adotados em cada cidade

