A Prefeitura anunciou oficialmente os números recordes nesta sexta-feira, durante coletiva no Viaduto do Chá, destacando 627 blocos cadastrados, além de 10 desfiles de escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, totalizando 637 apresentações entre pré-carnaval, folia principal e pós-festa. A programação abrange oito dias, de 7 a 8 de fevereiro no pré-carnaval, 14 a 17 na folia central e 21 a 22 no pós-carnaval, distribuídos por 11 circuitos principais em todas as regiões da cidade.
A região da Sé concentra o maior número de desfiles, com 157 blocos, seguida por Pinheiros, com 92, configurando um recorde absoluto que reflete o crescimento exponencial da festa popular desde 2013. Os circuitos incluem ícones como Parque Ibirapuera, Avenida Brigadeiro Faria Lima, Rua Augusta, Praça da República e Avenida Marquês de São Vicente, com megablocos atraindo atrações nacionais como Ivete Sangalo, em estreia paulista no dia 7 de fevereiro no Ibirapuera, Léo Santana, Alceu Valença, Jammil e Baiana System, Michel Teló, Thiago Abravanel, Luísa Sonza, Lauana Prado, Gustavo Mioto e o DJ escocês Calvin Harris.
A gestão Ricardo Nunes estima impacto econômico de R$ 3,4 bilhões, com geração de 50 mil empregos diretos e indiretos em comércio, serviços e cultura, superando os R$ 3,2 bilhões de 2025. O patrocínio recorde de R$ 30,2 milhões da Ambev, via Lei Rouanet, cobre toda a infraestrutura, incluindo 30 mil banheiros químicos, 158 pontos de hidratação, 4,4 mil bloqueios de vias pela CET com 1,2 mil agentes e reforço em UPAs e GCM. A Secretaria Municipal de Direitos Humanos montou rede de apoio a vítimas de assédio e discriminação, com canais de denúncia e presença de psicólogos nos circuitos.
Apesar do otimismo, críticas pontuam a organização, como a demora na divulgação da lista oficial, alvo de questionamentos de coletivos carnavalescos que cobravam transparência desde setembro. A Prefeitura rebateu, afirmando que o cronograma segue edital prévio e que planos de operação de blocos maiores ainda passam por validação conjunta com CET e segurança pública. Blocos com mais de 15 mil participantes tiveram até 15 de janeiro para submeter documentação, garantindo ajustes em itinerários via site oficial www.carnavalsp.com, atualizado em tempo real com QR codes em totens informativos.
No Sambódromo, as 32 escolas de samba da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo desfilarão nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, com transmissão ao vivo pela Globo e Band, prometendo enredos que homenageiam figuras como Adoniran Barbosa e temas indígenas. A folia de rua, porém, rouba a cena como fenômeno espontâneo e inclusivo, transformando São Paulo na maior capital carnavalesca do mundo em volume de desfiles.
Gustavo Pires, presidente da SPTuris, enfatizou o caráter democrático da festa, acessível sem necessidade de ingressos pagos, e destacou investimentos em acessibilidade, como rampas e Libras em megablocos. Para foliões, dicas essenciais incluem uso de aplicativos como o Moovit para rotas alternativas, hidratação constante e respeito às barreiras de isolamento acústico em áreas residenciais.
O carnaval paulistano consolida-se como vetor cultural e econômico, superando edições anteriores em escala e diversidade, mas desafia a gestão pública a equilibrar euforia coletiva com segurança e sustentabilidade urbana. Com 16,5 milhões de almas nas ruas, a capital pulsa ao ritmo de samba, axé e frevo, reafirmando sua identidade festiva em um fevereiro que promete entrar para os anais da história.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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