Grupo é investigado por furto mediante fraude, receptação e corrupção ativa; operação ocorreu com policiais infiltrados entre foliões
Doze pessoas foram presas na tarde deste sábado (1º) durante um bloco de Carnaval na Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais praticados em meio a grandes aglomerações. A ação foi realizada por policiais civis disfarçados, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
Ação policial e indícios observados
De acordo com a SSP-SP, agentes infiltrados entre os foliões passaram a monitorar um grupo de ambulantes que atuava sem credenciamento oficial. Os policiais observaram a troca frequente de cartões bancários entre os suspeitos durante a realização de vendas, comportamento considerado compatível com esquemas de furto mediante fraude, especialmente a substituição de cartões de vítimas durante pagamentos.
Diante dos indícios, foi realizada a abordagem. Parte do grupo conseguiu fugir, mas doze pessoas foram detidas no local.
Material apreendido
Durante a ação, os policiais apreenderam:
- dezenas de cartões bancários em nome de terceiros;
- máquinas de cartão equipadas com dispositivos capazes de registrar senhas digitadas;
- diversos telefones celulares;
- um veículo supostamente utilizado pelo grupo, localizado e apreendido nas imediações.
Segundo a polícia, alguns dos cartões recolhidos já estavam associados a registros anteriores de furtos e fraudes. No entanto, em razão da grande concentração de pessoas no evento e da ausência imediata das vítimas, não foi possível individualizar, naquele momento, a posse exata dos objetos nem a participação específica de cada suspeito.
Tentativa de suborno e enquadramento penal
Durante a condução dos detidos, um dos suspeitos teria oferecido R$ 3 mil a um policial com o objetivo de evitar o encaminhamento à delegacia. O episódio foi presenciado por mais de um agente e resultou na prisão em flagrante por corrupção ativa, conforme prevê o Código Penal.
Os demais suspeitos foram autuados, em tese, pelos crimes de:
- furto mediante fraude;
- receptação;
- associação criminosa.
Todos os detidos permaneceram em silêncio durante os primeiros depoimentos, exercício garantido pela legislação penal e processual.
Investigação e próximos passos
O caso foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceagesp), responsável pela continuidade das investigações. Segundo a SSP-SP, a apuração seguirá para:
- identificação das vítimas;
- individualização das condutas;
- perícia dos equipamentos apreendidos;
- eventual responsabilização penal conforme o grau de envolvimento de cada investigado.
Até o momento, os nomes dos presos não foram divulgados, e, por esse motivo, a reportagem não conseguiu localizar as defesas.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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