Nomeação para a Secretaria-Executiva reacende debate institucional sobre critérios e histórico funcional
O coronel da Polícia Militar Henguel Ricardo Pereira assumirá, a partir de segunda-feira (2), o cargo de secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). A função é considerada o segundo posto mais importante da pasta, com atuação direta no assessoramento ao secretário estadual Osvaldo Nico Gonçalves.
A nomeação ocorre no contexto de reorganização do comando da Segurança Pública paulista após a saída do coronel Paulo Maculevicius Ferreira, que deixou o cargo para retornar à Câmara dos Deputados e se dedicar à preparação de sua campanha ao Senado em 2026.
Histórico funcional e cargos anteriores
Desde 2022, Henguel Pereira exercia a função de coordenador estadual da Defesa Civil de São Paulo, além de ter ocupado o cargo de secretário-chefe da Casa Militar, nomeado durante a gestão do então governador Rodrigo Garcia.
Segundo informações oficiais da SSP, o coronel atuou em operações de resposta a grandes emergências, incluindo:
- o acidente aéreo da TAM em 2007, em São Paulo;
- o incêndio no Memorial da América Latina, em 2013;
- as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024;
- o envio de equipes paulistas para apoio humanitário na Turquia após terremoto em 2023.
Operação Castelinho e absolvição judicial
Henguel Ricardo Pereira teve seu nome associado à Operação Castelinho, ocorrida em 2002, em Sorocaba (SP), ação policial que resultou na morte de 12 suspeitos e ficou conhecida como um dos episódios mais controversos da história recente da segurança pública paulista.
O caso foi amplamente investigado pelo Ministério Público e pelo Judiciário. Pereira foi absolvido das acusações, não havendo condenação judicial em seu desfavor relacionada à operação.
Do ponto de vista jurídico, a absolvição garante a inexistência de impedimento legal para o exercício de função pública, conforme os princípios constitucionais da presunção de inocência e da legalidade administrativa.
A nomeação de ocupantes de cargos estratégicos na Segurança Pública estadual está inserida na esfera discricionária do Poder Executivo, desde que respeitados os critérios legais, administrativos e funcionais.
Especialistas em direito administrativo destacam que, embora absolvições afastem restrições jurídicas formais, a análise de histórico funcional permanece relevante sob a ótica da governança pública, transparência e controle social, sobretudo em áreas sensíveis como segurança pública e uso da força estatal.
Até o momento, não há registro de questionamentos judiciais ou administrativos sobre a nomeação.
Posicionamento oficial
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a escolha considerou a experiência técnica do coronel em gestão de crises, defesa civil e coordenação interinstitucional, destacando que o novo secretário-executivo atuará no fortalecimento das políticas de segurança e integração das forças policiais.
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