Operação apura uso de inteligência artificial para criar e vender conteúdos pornográficos falsos envolvendo vítimas menores de idade
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira, 27 de maio, a Operação Máxima Proteção para cumprir ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal, em Rondônia, contra um grupo investigado por produzir, armazenar e comercializar conteúdos pornográficos ilícitos criados a partir da manipulação digital de imagens de adolescentes.
A investigação começou em Juína após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a polícia identificou também a possível participação de maiores de idade.
Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas. A maioria é formada por adolescentes de duas escolas particulares de Juína e também do Instituto Federal de Mato Grosso.
Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam usado ferramentas de inteligência artificial para alterar imagens e criar conteúdos falsos com aparência realista. O material era armazenado em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de ser compartilhado com terceiros.
As apurações indicam ainda que dois adolescentes de 15 anos passaram a explorar economicamente os conteúdos, com cobrança de valores por fotos e vídeos. A investigação também identificou compradores em diferentes estados, o que ampliou a complexidade do caso.
Os investigados poderão responder, em tese, por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer da investigação.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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