O cenário eleitoral brasileiro para as eleições presidenciais de outubro de 2026 ganhou novos contornos com a divulgação, nesta segunda-feira, 27 de abril, da pesquisa encomendada pelo banco BTG Pactual ao instituto Nexus. O levantamento, realizado entre os dias 24 e 26 de abril com 2.028 eleitores por entrevista telefônica e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra empate técnico, em eventual segundo turno, com três dos adversários com maior potencial de chegar ao turno decisivo: o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal; o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do partido Novo; e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD. No confronto com Flávio Bolsonaro, as intenções de voto se distribuem igualitariamente, com ambos registrando 46%, configuração idêntica à verificada na pesquisa de março, indicando estabilidade da polarização. Nos cenários com Zema e Caiado, Lula aparece à frente numericamente, com 45% contra 41% em ambos os casos, mas a margem é insuficiente para conferir vantagem estatisticamente significativa. Os dados revelam a fragilidade do capital político do presidente a menos de seis meses do primeiro turno. A avaliação negativa do governo Lula, que vinha crescendo nas pesquisas desde o início do ano, é atribuída pela maioria dos analistas à combinação de inflação persistente, juros elevados e desgaste da imagem presidencial provocado por episódios de crise institucional nos meses anteriores. A direita e o centro-direita, fragmentados em múltiplas candidaturas no primeiro turno, apresentam, em tese, maior capacidade de mobilização no segundo turno graças a um eleitorado que demonstra consistência em sua rejeição ao governo petista. O fenômeno Flávio Bolsonaro, que se consolida como o principal herdeiro da base eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresenta-se como o adversário de maior potencial de polarização para Lula, ao passo que Zema e Caiado disputam o eleitorado liberal e conservador com menor teor ideológico.
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Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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