Operação cumpre mandados e apura possível violação de normas da corporação
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo realizou uma operação para apurar o possível envolvimento de policiais militares na prestação de serviços de segurança privada a uma empresa de ônibus suspeita de ligação com uma facção criminosa que atua na capital paulista. A ação incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão e mandados de prisão contra investigados.
Segundo informações oficiais, as apurações identificaram a participação de ao menos três policiais militares no esquema. As diligências ocorreram em endereços ligados aos suspeitos e tiveram como objetivo reunir provas materiais e documentais.
A investigação teve origem no compartilhamento de provas reunidas em um processo que apura crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores, em tramitação na 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da Capital. Os elementos analisados indicam que policiais teriam atuado na segurança pessoal e patrimonial do proprietário da empresa investigada entre 2020 e 2024, atividade vedada pelo regulamento da corporação, salvo exceções legais.
As informações surgiram a partir de desdobramentos da Operação Fim da Linha, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, em conjunto com a Polícia Militar, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica e a Receita Federal. Essa apuração apontou a existência de empresas de transporte coletivo suspeitas de lavar recursos ilícitos atribuídos a uma facção criminosa envolvida em delitos como tráfico de drogas e roubos.
A análise do material compartilhado também indicou participação de policiais na gerência e execução da segurança das empresas investigadas, além de proteção pessoal a suspeitos apontados como integrantes da facção. As autoridades destacam que os policiais citados são tratados como suspeitos, sem condenação, e que as responsabilidades individuais serão definidas conforme o avanço das investigações e o devido processo legal.
A Corregedoria informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme a análise do material apreendido e a realização de oitivas. O caso segue sob investigação administrativa e criminal, com acompanhamento do Ministério Público e do Judiciário.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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