Cerca de mil pessoas participaram, na manhã deste domingo (1º), de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto pela morte do cão Orelha, vítima de agressões ocorridas na Praia Brava, em Florianópolis (SC). O ato teve como principal objetivo cobrar responsabilização legal dos envolvidos no crime.
O protesto teve início por volta das 10h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e seguiu pela avenida em direção ao bairro do Paraíso. Segundo a Polícia Militar, aproximadamente mil manifestantes estiveram presentes, muitos deles acompanhados de seus próprios animais de estimação.
Crime ocorreu em Santa Catarina
O caso que motivou a manifestação ocorreu no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. Orelha vivia há cerca de dez anos na região e era cuidado de forma comunitária por moradores do bairro, que se organizavam para alimentá-lo, providenciar abrigo improvisado e acompanhar sua rotina.
Após ficar dois dias desaparecido, o animal foi encontrado em estado grave. Ele chegou a ser resgatado e encaminhado para atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do sofrimento intenso, foi submetido à eutanásia, conforme orientação médica.
Exames periciais descartaram a hipótese de atropelamento e indicaram que os ferimentos foram provocados por agressões físicas.
Investigação policial e aspectos legais
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que quatro adolescentes são investigados pela violência praticada contra o animal. Dois deles estavam no estado no momento da apuração, enquanto outros dois se encontravam nos Estados Unidos em uma viagem previamente programada, tendo retornado ao Brasil na última quinta-feira (29).
Na segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos. Em uma das casas, os agentes apreenderam celulares, objetos diversos e uma porção de droga. As investigações seguem em sigilo, conforme previsto em lei, em razão da idade dos suspeitos.
De acordo com a legislação brasileira, crimes de maus-tratos contra animais são tipificados pela Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), com penas que podem ser agravadas quando há morte do animal. No caso de adolescentes, eventuais responsabilizações seguem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com aplicação de medidas socioeducativas, conforme decisão judicial.
Mobilização social
Durante a manifestação, participantes carregaram cartazes e faixas pedindo justiça e o fortalecimento das políticas públicas de proteção animal. O ato ocorreu de forma pacífica e foi acompanhado pela Polícia Militar.
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