Uma proposta atribuída ao deputado federal Kim Kataguiri passou a circular em portais de notícias e redes sociais com a promessa de tornar o IPVA “muito mais barato”, ao estabelecer um teto nacional de 1% para a alíquota do imposto. Segundo as publicações, a iniciativa também prevê mudança na base de cálculo, que deixaria de considerar o valor venal do veículo e passaria a levar em conta exclusivamente o peso.
Apesar da ampla repercussão, a proposta ainda não tramita oficialmente no Congresso Nacional. Até o momento, não há número de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), nem registro de protocolo nos sistemas da Câmara dos Deputados. As informações disponíveis indicam que o texto está em fase de articulação política e coleta de assinaturas, etapa preliminar exigida antes do início formal da tramitação.
O que dizem as publicações sobre a proposta
De acordo com reportagens que repercutiram o tema, o texto em elaboração teria três eixos principais:
- fixação de alíquota máxima nacional de 1% para o IPVA;
- alteração da base de cálculo, do valor de mercado para o peso do veículo;
- inclusão de dispositivos para limitar despesas públicas, como gastos com propaganda oficial e estruturas administrativas do Legislativo e dos Tribunais de Contas.
Para que uma PEC possa ser protocolada, a Constituição exige o apoio mínimo de 171 deputados federais. Até agora, não há confirmação pública de que esse número tenha sido alcançado.
Por que a frase “IPVA limitado a 1% do valor do carro” pode induzir erro
Parte da divulgação afirma que o IPVA passaria a ser “1% do valor do carro”. Essa formulação, porém, não corresponde exatamente ao que foi descrito nas fontes.
O que aparece de forma consistente é:
- 1% como teto de alíquota, não como valor final do imposto;
- mudança da base de cálculo para o peso do veículo, e não para seu valor venal.
Na prática, isso significa que o impacto não seria igual para todos os proprietários. Veículos mais leves poderiam ter redução maior, enquanto modelos mais pesados poderiam ter economia menor ou nenhuma dependendo da fórmula adotada. Sem o texto oficial e sem simulações técnicas, não é possível afirmar que o imposto “vai ficar muito mais barato” de forma geral.
Como funciona o IPVA hoje (base constitucional)
O IPVA é um imposto de competência dos Estados e do Distrito Federal, conforme o artigo 155 da Constituição Federal. Cada estado define:
- alíquotas;
- critérios de cálculo;
- possíveis diferenciações por tipo e uso do veículo.
Em São Paulo, por exemplo, as alíquotas divulgadas incluem:
- 4% para automóveis de passeio;
- 2% para motocicletas;
- percentuais distintos para caminhões, ônibus, locadoras e outras categorias.
Atualmente, a base de cálculo é o valor venal, definido por tabelas oficiais estaduais.
LINHA DO TEMPO O CAMINHO DE UMA PEC:
Para que a proposta vire regra válida em todo o país, o processo é longo e exige quórum qualificado:
1️⃣ Coleta de 171 assinaturas de deputados
2️⃣ Protocolo e numeração oficial na Câmara
3️⃣ Análise de admissibilidade constitucional
4️⃣ Comissão especial e parecer
5️⃣ Dois turnos de votação na Câmara (3/5 dos votos)
6️⃣ Dois turnos de votação no Senado (3/5 dos votos)
7️⃣ Promulgação pelo Congresso Nacional
📌 Nenhuma dessas etapas foi oficialmente iniciada até o momento.
BOX DE SERVIÇO | O QUE MUDA SE A PEC AVANÇAR?
Possíveis efeitos (ainda hipotéticos):
✔ Estados perderiam autonomia para definir alíquotas acima de 1%
✔ IPVA deixaria de ser calculado pelo valor venal
✔ Veículos leves poderiam pagar menos imposto
Pontos de atenção jurídica:
⚠ Redução de arrecadação estadual (impacto em saúde, educação e transporte)
⚠ Necessidade de nova regulamentação nos estados
⚠ Risco de judicialização por conflitos federativos
📌 Nada disso é automático ou garantido sem a aprovação final da PEC.
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